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sábado, 1 de agosto de 2009

Isadora.


Isadora é pureza, Isadora é ternura. É inteligência, é saber, é alegria que contagia.
O amor se torna o sentimento menos íntimo possível quando se olha nos olhos de Isadora.
Isadora é brincar, sorrir e cantar.
Isadora é porcelana, é o verde que toma vida. É ser breve no chorar e sem pressa no carinho.
Isadora é crônica, é límpida. Isadora é sobrinha.

Dia.


Casas coloridas, cheiro de pão fresco, a música que faz lembrar do amor. A voz ouvida, a voz calada, a palavra cantada. Sem mistérios, sem aroma de café, sem hipocrisia.
Crianças brincando, mulheres saindo, homens dormindo.
Perfumes de madeira que toma conta da calçada, o sorriso breve de uma boa educação. O aprendizado querendo prática.
O sol se pondo, o vento nas árvores, o rádio ainda toca. A fome que vem e volta, na alegria e na tristeza. A solidão de alguns, a ternura de outros. Os faróis começam a acenderem. Sentir o nada, sentir somente o dia lindo, sentir a consciência limpa, a preocupação.
A educação vem a tona, a dor que incomoda, e o que tranquiliza é a boa causa que a fez surgir.
A estrada, o caminho de volta pra casa, de volta ao destino. É rotina.