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domingo, 29 de agosto de 2010

Maria.


Fiquei um tempo longe de você. Não porque fiz questão de te abandonar, mas porque não tive tempo em lhe recordar.

É bem difícil essa vida de trabalhar, estagiar e estudar.

Só Maria aguentaria.

Maria é artista. Não artista de novela, e sim da vida.

Essa Maria é paciente, uma calma constante que ninguém entende.

Gostaria de ser como ela, mas eu vivo gripada.

Conversamos ás vezes, mas eu não a vejo, mas penso que ela me vê.

Trabalhar, estagiar e estudar não é nada para ela.

Ela não sente ódio e nem raiva, mas também não acha tudo perfeito.

Um dia serei como Maria.

A Maria ainda não me conhece, mas um dia ela há de conhecer.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Quem acredita sempre alcança.


Era primeiro de junho de 2009, o dia estava nublado, a chuva ameaçava cair, o vento começava a bater na janela, a chuva caiu. Eu, debaixo do edredom criava a coragem de me levantar.
Depois de pronta e com o café tomado, seguia com minha sombrinha de encontro à rua, ao ponto em que o ônibus, cujo número era dezessete, passava todo dia às nove horas e quarenta minutos. Que dia chuvoso, meu Deus. As pessoas com pressa, o vento que cortava meus lábios, eu também estava com pressa.
Preocupada com a prova de semiótica que eu faria logo à noite, seguia eu para meu trabalho, era espécie de uma monitora de crianças, uma estagiária de educação infantil. Só para ressaltar, a escola ficava escura e triste quando o dia amanhecia chuvoso.
Agora vou pular tantos detalhes para dar valor ao que realmente interessa agora.
Assim que voltei do trabalho, tomei meu banho e fui à faculdade fazer a tão esperada prova, que por sinal tirei a nota máxima. Cumpri o que deveria naquele dia. Pelo menos eu ainda achava que tinha cumprido. Quando realmente tive a oportunidade de colocar minha cabeça no travesseiro, veio em mente a vontade que eu tinha de amar, de conhecer o amor, isso que faltava em minha vida.
Queria um amor fantástico, que corresse atrás de mim e eu dele, que fizesse tudo por mim e eu com vontade a ele também, que vivesse por mim e eu por ele, que desse pra mim o que fosse necessário e eu para ele, que me amasse muito e eu o amasse muito também, que me beijasse com vontade e me fizesse delirar de paixão e que eu pudesse transmitir isso a ele, que me mimasse e que eu o deixasse mimado junto de mim, que acreditasse que nosso amor é eterno e que eu também pudesse acreditar, que perdoasse minhas falhas e eu as dele, que sonhasse comigo toda noite assim como eu, que mudasse por mim e eu por ele, que mexesse profundamente comigo e eu com ele, que me acolhesse sempre com um sorriso e eu o acolhesse assim também, que caminhasse na vida por mim e eu por ele, que viajasse comigo, que crescesse comigo, que elaborasse planos junto de mim, que o seu perfume me fizesse flutuar e o meu fizesse a ele, que criasse razões para estarmos juntos, que sentisse os melhores sentimentos por mim e eu por ele, que me visse como a mulher de sua vida e eu o visse como o homem de minha vida, que evoluísse junto de mim, que melhorasse o ânimo de um dia ruim, só por estar ao meu lado, que em mim encontrasse a paz e eu nele, que me ajudasse em qualquer coisa, que dissesse que nascemos um para o outro, que acreditasse que nosso amor era verdadeiro e que poderíamos alcançar o que quiséssemos estando juntos, unidos.
Eu confiei nas minhas palavras e pedi a Deus tudo isso, e quando me dei conta, o meu amor era meu melhor amigo.
No começo achei impossível, mas depois de uma bela noite de sono, acordei confiante e resolvi tentar sem desistir, pois indiretas já me haviam sido dadas, só me faltava um passo.
Passaram-se um mês e quinze dias, e depois de um belo suco de fruta resolvi desfrutar e experimentar o amor, meu grande amor.
Hoje faz um ano, um ano que conheci o amor, que convivo com ele, e a cada dia, passa a ser maior em meu coração.
Quem acredita, sempre alcança. Eu alcancei e amo você.
Feliz um ano de namoro!
Alana Ferreira.
15/07/2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A procura.

Não me obrigues a ver o mar. Hoje só quero estar aqui, olhando para o nada.
Meu corpo flutua com meus pensamentos malucos, a luz amarela da noite calada me faz entristecer, a bicicleta velha amarrada na árvore, me faz pensar nas pequenas coisas da vida, o som da coruja me faz entrar. Ao entrar, só vejo uma sala vazia com muitas almofadas sobre o sofá marrom, mas não há alegria em nenhuma cor. Procuro o meu quarto pensando encontrar algo que me desse satisfação, mas lá encontro um espelho, no qual o reflexo já perdeu a beleza e a razão.

Meu desejo.

Ao olhar a lua, posso sentir o que mais desejo;
Ao ver teus olhos, posso ver o que mais desejo;
Ao olhar nossos pés, posso caminhar ao que mais desejo;
Ao te abraçar, posso estar perto ao que mais desejo;
Ao te ver sorrir, posso estar alegre ao que mais desejo.
Quando você vai embora, bate uma saudade imensa, como se uma parte de mim fosse junto de você. Isso é bom, pois sei que você volta e sei que com você vem o desejo que eu quero, que é ser feliz contigo pro resto da vida.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Porquinha não, bruxa mesmo!


Um teatro que deixará saudades.

Fui uma bruxa, uma bruxa má, mas para as crianças, boazinha, por favor.


Me anestesiei desse negócio chamado vergonha e me enveredei dessa coisa chamada vaidade.

Quem sabe não faço outro papel como esse em outro dia?

Será que faria o mesmo sucesso de já? Não sei. O fato é, somos aquilo que queremos ser. Eu quis ser uma estrela, brava e deslumbrante. Consegui.


Contagiando todos, me sinto feliz, precisa.

Obrigada pelo carinho. Ah, obrigada que nada, deu muito trabalho para fazer e não foi mais que minha obrigação.

Eu adorei, isso que vale.

domingo, 16 de maio de 2010

Virtude.

Eu não sei no que eu errei.
Falar que estou errada, já é um erro. Inevitável não comentar e não pensar.
Que desespero, que dúvida.
Ficar solitária não é um tanto quanto bom. Palavras de conforto me fazem falta, um abraço apertado, um gesto de carinho ...
Só de imaginar, minha dúvida volta. Só eu sei dessa dúvida, e aqui não revelarei. Curiosos, estou apenas desabafando.
Minha vida? Anda corrida, sem tempo para nada, nem para lixar as unhas. Um horror.
Queria tanta coisa agora, neste momento, mas agora não posso ter, só em breve. Eu espero, terei paciência.
Dormir por doze horas não foi suficiente, ler não foi suficiente, chorar não foi suficiente.
Tentarei sorrir sem vontade, pra ver se a vontade de sorrir aparecerá. Seria uma dádiva conseguir, torcerei para isso.
É virtude.

domingo, 18 de abril de 2010

Simplicidade


Sabe aquele dia que você imagina em não ver nada de interessante e acaba se deparando com algo muito interessante? Pois então, passei por isso um tempo atrás.

Imaginem uma mulher com seus cinquenta e cinco anos e seu esposo com seus cinquenta e seis. Um casal unido através de Deus, ao lado um do outro, dispostos a tudo e qualquer coisa. Eu tive um encontro com esta cena e outras mais.

A mulher preparava a massa, o marido rebocava, ela trazia o almoço e eles cansados, comiam o arroz com feijão esperado.

A casa foi brevemente erguida, com simplicidade e muito esforço, eu a vi ser levantada desde o primeiro tijolo colocado.

É esplêndido de ver a cautela usada pra se construir, se unir e amar, de recomeçar uma nova jornada, não perder a fé, fazer do matrimonio uma sabedoria, um aconchego, um companheirismo.

E por aquela calçada eu continuo andando, debaixo do Sol, colhendo pequenas flores em busca de novas imaginações.

domingo, 7 de março de 2010

Nos pequenos detalhes ...


Hoje acordei feliz. Acordei com esperanças, com sorriso no rosto e na espera de algo mais.


Acordei com o destino traçado, o intuito mudado, o verso citado.


O Sol está lindo lá fora, o céu com seu brilho natural ilumina meus cabelos, que voam com a brisa, por fora da janela da minha sala.

Quero sorrir, quero cantar, quero conversar e me dispersar. É tão bom estar assim.

Estou me encontrando nos pequenos detalhes da vida, nas pequenas frase escritas e no olhar daquele que me ama, aquele que me faz bem, que me motiva e me inspira.

Você é meu sonho, o meu melhor amigo. És o meu eterno amor.

sábado, 6 de março de 2010

Sorriso, onde estás?


Choro, choro muito, quantas lágrimas.

A notícia ruim, o sorriso por educação, a viagem sem fim, o desprezo a calhar.

Que horror.

Qualquer música me faz chorar e lamentar; pra que esperar?

Tem aquela frase que diz: Tudo vale a pena se a alma não é pequena.

Não sei até que ponto concordo. Ás vezes sofrer só diminui mais e mais a alma, é a perda da fé. Não posso nem quero me revoltar, mas foi inevitável.

Nem o cheiro do melhor perfume, a escuta da música mais bonita, a vista da melhor roupa, e o brilhar do Sol que vem de fora, me fará sorrir.

Hoje não posso, pois quem ri demais, acaba chorando um dia; eu já ri muito, já fui muito feliz, mas agora, agora me restaram lembranças, e as lembranças me ferem.

Fecharei os olhos, dormirei talvez e rezarei pra encontrar meu sorriso novamente, que está perdido por aí.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Quero ser...


Eu quero ser como uma luz que não para de brilhar, um pássaro que não para de cantar, uma flor que não quer murchar.

Eu quero ser como a música que não cansa de tocar, como o Sol que não cansa de iluminar, como a chuva que não cansa de molhar.

Eu quero ser como o vento que não para de ventar, como o livro que não para de letrar, como a água que não para de jorrar.


Um dia eu serei tudo isso, e até lá não deixarei que a vida pare de me amar.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A música.


Eu não consigo parar de ouvir a música, mesmo me causando tristeza por alguns minutos, mas é uma música que toca o meu coração, vai lá no profundo da minha alma e me faz repensar nas coisas que realmente valem a pena na minha vida.

Tenho medo de desistir do provável, de querer voltar ao passado e de achar que sou a pessoa mais certa do mundo.

Meu emocional está tão a flor da pele, que não o domino mais, é impossível. Ás vezes penso que vou surtar, entretanto depois de respirar fundo, volto ao normal.

Nossa, vou enlouquecer de novo, preciso voltar a minha música, e começar a pensar em uma nova criação para amanhã.

Preciso de cama, vou dormir.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Minha janela.


Sobre a minha janela, apoio meus braços, e de certo modo minha mente também.
A minha janela me faz esquecer dos problemas, do passado e até mesmo da solidão. Da minha janela, vejo a alegria, os momentos bons aproveitados. Com a minha janela, posso imaginar mil coisas, deixando que uma delas faça sentido.

A minha janela é branca, com uma cortina de renda, que me deixa respirar o seu cheiro suave e transpirar de felicidade junto do Sol que vem lá de fora.

Não comparo minha janela com nenhuma outra, pois só a minha é que me traz inocência, ternura e compaixão, e que vai em busca do perdão.

Sem a minha janela, não sou nada nem ninguém, só seria como uma gaivota, sem rumo e procurando por alguém.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Lágrimas sem fim ...


Que ternura é essa que teve fim? Que lágrimas são essas que não param? Como eu temia este momento.

Eu queria ser uma borboleta, voar para bem longe, e voltar quando houvesse fresca.

Dizem que podemos mudar nosso destino se quisermos, mas não é tão fácil quanto parece.

Não sei se tudo que vejo merece tanto esforço quanto penso; mas sei que o que faço, será doce um dia.

Essa noite que hoje me inspira está linda, pena que meus olhos não correspondem a ela. A água da piscina reflete na parede sobre a luz acesa, isso recorda o sol, que iluminou o dia.

Amanhã tudo será diferente se não houver sonho. Só quero o acalanto de meu quarto e o sol sobre minha cama.

Hoje é isso, não sinto mais nada; só me restam lágrimas.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O pássaro azul.


Sinto cheiro de baunilha no ar. De onde será que vem?

Estava aqui, deitada sobre uma confortável e farta cama branca, com uma colcha branca, e ao lado, havia um criado, com um vaso grande, muito grande, sem economia de flores coloridas. A janela aberta, deixava o sol entrar, e junto dele aquele calor que me fez alegrar. O cheiro do amaciante na cortina rosa clara, deixou o ambiente mais leve, e o quarto, coberto de luz estava, luz que a natureza mandava.

Admirando tudo em minha volta, um pássaro azul pousou sobre a janela ensolarada, e ali cantou até cansar. Nada o assustava. Eu só observava.

Fui até a cozinha verde (gosto de citar as cores, pois a cor significa a forma do ambiente), peguei minha chaleira, e nela preparei um bom chá. Chá de erva cidreira; gosto do perfume que a erva deixa no ar. Com minha xícara branca, voltei ao quarto, e lá estava o pássaro azul cantando.

Meu coração acelerou, dei um suspiro, e senti algo muito bom, algo que não sentia há tempos. Que felicidade.

No fundo, eu sabia que aquele pássaro azul poderia nunca mais voltar, mas a sua elegância e formosura, jamais sairiam da minha memória. E foi ali que descobri o cheiro de baunilha que ocupava o quarto. Era a natureza sim, eu pensava o certo. Era ela que me trazia tudo que era natural. Ela conspirava a meu favor. Quanta honra.

Em breve, outros pássaros, cheiros ou simplesmente nada, aparecerão. Mas enquanto isso, aproveito esse momento, aproveito o pássaro azul com minha xícara de chá na mão.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O amor que faz cantar ...


Esse amor que faz eu cantarolar, a música, não qualquer música, uma especial, que me fez derramar lágrimas.

Por que eu te amei tanto? Por que me fizestes sofrer?

Quero que siga sua vida, quero que cante no ouvido de outra pessoa. Deixe me as lembranças, saberei conviver com ela.


O crepúsculo chega, e junto dele vem o vento, um vento forte que me traz a dor do amor perdido. Aí esse amor que me faz gritar, eu não paro de chorar.

A rosa vermelha murchou. Ela renascerá? Não! Mas podem me trazer um tule branco, pois será com ele que encontrarei minha nova alegria. Eu tenho fé.


A dor que me faz viver. É estranho, não sei explicar. Mas sinto. Dou risada sozinha pelos cantos da casa, porque me lembro dos bons momentos, momentos que já foram.

Eu sempre quis a verdade, somente a verdade. Ela não apareceu; agora tento seguir em paz. Será que devo? Devo sim. Nasci para ser feliz, e não para me embaraçar nesses espinhos que já me feriram demais.


Essa janela permanece fechada. A gotícula que bate nos vidros, escrevem seu nome pra que eu possa me lembrar de você. Mas eu não quero! O que fazer? Simples. Vou me deitar, na minha cama acho que não há lembranças. Engano meu. Acabo de adormecer e sonhar contigo. Vou me levantar, sentar na beira da porta, olhar a rua, os carros, deixar que a chuva me molhe. Um dia eu vou conseguir, um dia vou te esquecer definitivamente. E o que restará serão apenas lembranças, lembranças que me manterão viva e deslumbrante.


Agora? Estou bem, porque esse amor não doerá mais.


(Dedicado especialmente à querida prima Simone.)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Desprezo...


Quanta mágoa, quanto rancor. quanta solidão. Sei que estou errada, por isso peço perdão. Mas será que é tão doloroso assim, ceder ao sorriso? Será que é difícil perdoar?
Realmente, o desprezo é o pior "remédio". E de uns tempos para cá, tomo bastante dessa gota. Não fazes ideia do quão doloroso é para mim, de quão pesada fica minha consciência.
O desprezo é um tipo de vingança (se é que vingança tem tipo). É querer que o outro sinta se mal, pois você ficou assim primeiro.
Ó, por favor, não me devolva objetos. Não os quero de volta. Seja amável, deixe alguém te amar, entenda meus problemas. Sim, tenho problemas. E quem não tem?
Mas não é necessário, nem seria de bom tom eu citá los aqui. Deixo eles apenas comigo, e faço o certo.
É tão bom deitar, ouvir a chuva caindo lá fora, estar sobre lençóis limpos e ambiente perfumado; estar consigo mesma. Mas aproveitaria melhor se você não tivesse me desprezado.
Deus, o que faço de tão errado?
Sou pecadora, sei que sou, mas mereço isso? Sim, devo merecer. Nada é em vão; ela só me cobrou atenção.
Que tola eu, preferi teclar à falar. Mas eu tinha motivo. Lágrimas haviam escorrido sobre meu rosto, estava aflita, tentando resolver um caso mal resolvido. Ninguém percebe, ninguém vê, ninguém sente.
Está bem, não é obrigação me entender mesmo. Deixa que eu mesma me entenda, eu me conheço, me consolo, acho que sei o que faço. Na maioria das vezes não sei, mas finjo que sei. Esse é meu grito de glória.
Os fios dos meus cabelos louros, voam, voam com o vento sobre eles, a caneta desliza no papel, a luz está acesa, o chuvisco está pronto a parar, o cheiro de lavanda que vem do banheiro limpo e arrumado, o cheiro de lavanda que hidrata meu corpo.
A tristeza também está aqui, pairando sobre mim, me atormentando.
A esperança fica, fazendo acreditar que amanhã estará tudo bem, que amanhã não terá desprezo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A casa amarela.


Parada, sentada no banco da praça, vejo lustres, lamparinas antigas, que me recordam boas páginas de revistas de anos 60, a grama sendo seca pelo sol, a casa amarela, a triste casa amarela.

O pai, na sacada, olhando pra rua, pra rotina que cansa, pro trânsito que não para. E a filha ao seu lado, com seu olhar sublime.

Quanta fumaça, quanto grito.

Os amigos trocam palavras, reparam.

Por que se lamentar de pequenas coisas enquanto grandes coisas com pequenas pessoas, acontecem minuto a minuto? Pra que acelerar a alma a pecar, sendo que o pecado só alimenta no seu momento de fúria e desespero?

Não comente, não subestime. A vida é feita pra se admirar.

Mas a casa amarela, será inesquecível. O olhar, será imprevisível.

Ventos de tristeza, melancolia e solidão, desapareçam daquelas quatro paredes, e encha a casa de cor. Mas o amor, fique tranquilo. Há amor ali, mesmo estando no escuro, tem uma luz que brilha bem forte, uma luz de proteção, uma luz de consolo. É a luz que fez acostumar a viver assim.

Eu lamento.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Alma.


Quantas luzes acesas. Para que tudo isso se a alma é escura, sem amor, cheia de tristeza? Para acender uma luz é preciso estar com a alma limpa e não obscura.

A família se reuni em volta da mesa, faz uma oração, e deixa o coração se abrir, deixa entrar o perdão!

ACENDAM AS LUZES, POR FAVOR!!!

Agora sua alma está limpa, está precisa para amar.

O final da festa, ah o final da festa, que chato. O que esperamos o ano inteiro, acabou neste instante. Mas todos dormem com a consciência limpa.

Viajar? Mas e o trânsito? Se pensarmos todas as vezes em trânsito, ficaremos em casa para o resto da vida.

Vale a pena ver o mar, dar uma trégua pra tudo só para aproveitar e desfrutar da vida.

Brisa, porque não bates em minha janela mais? Onde você se escondeu? Eu preciso de ti, não me abandones.

Sei que errei demais, que pensei coisas erradas, mas me arrependo agora, isso não importa?

Importa! Ela acaba de bater na minha nuca. Ela voltou.

E esse mar, está sujo por qual motivo? As pessoas guardam rancor no coração, não falam coisas necessárias e com isso, contaminam a natureza com seus maus fluídos.

Chega, agora basta. Vá embora aquela que me persegue. Deixe eu viver em paz, deixe todos viverem em paz. Porque hoje eu quero sentar na areia, olhar um mar limpo, ouvir gaivotas, deixar a brisa bater em mim, porque eu preciso voltar à casa, o sonho um dia acaba.

Quero gritar, sorrir e caminhar naquela areia molhada, que deixa o mar levar tudo que não lhe pertence mais.

Não fale comigo, estou de férias, não percebes?

É tão óbvio. Minha casa me espera, já disse que vou acordar, o acalanto me dá boa tarde, despede se de mim. O sol se esconde, o crepúsculo aparece. E eu? Eu volto pra casa, com meu chinelo nas mãos, cantando qualquer coisa que me vier na mente, e deixando a água salgada escorrer do meu corpo. Ela já limpou minh'alma.

Preciso deitar agora, ver minhas fotos, e recordar de um momento que um dia passará e não voltará mais.

O meu eu dormirá agora e acordará mais sábio. Pois aquele que limpa sua alma é sábio.

Agora sou apenas limpa, mais nada.