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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A casa amarela.


Parada, sentada no banco da praça, vejo lustres, lamparinas antigas, que me recordam boas páginas de revistas de anos 60, a grama sendo seca pelo sol, a casa amarela, a triste casa amarela.

O pai, na sacada, olhando pra rua, pra rotina que cansa, pro trânsito que não para. E a filha ao seu lado, com seu olhar sublime.

Quanta fumaça, quanto grito.

Os amigos trocam palavras, reparam.

Por que se lamentar de pequenas coisas enquanto grandes coisas com pequenas pessoas, acontecem minuto a minuto? Pra que acelerar a alma a pecar, sendo que o pecado só alimenta no seu momento de fúria e desespero?

Não comente, não subestime. A vida é feita pra se admirar.

Mas a casa amarela, será inesquecível. O olhar, será imprevisível.

Ventos de tristeza, melancolia e solidão, desapareçam daquelas quatro paredes, e encha a casa de cor. Mas o amor, fique tranquilo. Há amor ali, mesmo estando no escuro, tem uma luz que brilha bem forte, uma luz de proteção, uma luz de consolo. É a luz que fez acostumar a viver assim.

Eu lamento.

1 comentários:

Marcelo R. Rezende disse...

E na casa na amarela moravam como se morasse ninguém, viviam como se vivesse ninguem, diziam aos cantos como que pra ninguém, porque estava ali e não estava.

Achei de uma poesia isso, que você não tem idéia.

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